Petrobras (PETR4) Recupera R$ 27 Bilhões e Impulsiona Ibovespa Acima dos 195 Mil Pontos em Reviravolta no Mercado

Petrobras em Alta Após Queda Brusca

Após um tombo expressivo na véspera, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram uma forte recuperação nesta quinta-feira (9), devolvendo cerca de R$ 27 bilhões em valor de mercado e contribuindo significativamente para a alta do Ibovespa, que superou os 195 mil pontos. Os papéis da petroleira figuraram entre as maiores altas do dia e estiveram entre os mais negociados na B3.

Por volta das 14h20 (horário de Brasília), as ações PETR4 registravam alta de 1,91%, negociadas a R$ 47,49, após atingirem o pico intraday de R$ 48,55 (+4,10%). As ações ordinárias (PETR3) acompanharam o movimento, com ganho de 1,95%, a R$ 52,20. Neste período, o valor de mercado da companhia alcançava R$ 646,9 bilhões.

Contexto da Queda Anterior e Fatores da Recuperação

A recuperação de hoje contrasta com o cenário de quarta-feira (8), quando a Petrobras sofreu uma de suas maiores perdas de valor de mercado em quatro anos. Na ocasião, a desvalorização foi atribuída à queda acentuada nos preços do petróleo, impulsionada por notícias de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O barril do Brent chegou a cair 17%, saindo do patamar de US$ 100. Com isso, a estatal encerrou o pregão valendo R$ 634,8 bilhões, uma perda de R$ 27,9 bilhões em um único dia.

A reviravolta no mercado de petróleo, e consequentemente nas ações da Petrobras, está ligada a uma nova escalada de tensões no Oriente Médio. Ataques de Israel ao Líbano levaram o Irã a impor restrições no Estreito de Ormuz, reacendendo o prêmio de risco geopolítico. Analistas da Genial Investimentos apontam que o otimismo inicial com a trégua perdeu força diante de violações e disrupções na região, fazendo o preço do petróleo voltar a se aproximar dos US$ 100 por barril.

Análises e Projeções de Bancos

Apesar do viés positivo no curto prazo, o mercado financeiro apresenta visões distintas sobre os impactos da alta do petróleo nos resultados da Petrobras. O Citi revisou suas projeções, elevando o preço-alvo da ADR da Petrobras de US$ 15 para US$ 19,5 e da PETR4 de R$ 37 para R$ 49, mantendo uma recomendação neutra. O banco argumenta que a exposição da Petrobras aos preços internacionais é limitada, considerando que apenas cerca de 900 mil barris diários de uma produção total de 2,5 milhões são exportados. Além disso, a política de preços domésticos e o subsídio ao diesel mitigam o impacto positivo.

Em contrapartida, o JP Morgan adota um tom mais otimista, reiterando uma recomendação de compra para as ações da Petrobras. O banco destaca a forte geração de caixa da companhia como um suporte importante, mesmo diante da volatilidade do petróleo. O JP Morgan elevou suas projeções para o Brent, estimando um preço médio de US$ 85 por barril em 2026 e US$ 75 em 2027, e aumentou o preço-alvo da ADR da Petrobras para US$ 24, ante US$ 16,5. A projeção de Ebitda para 2026 foi elevada para US$ 55,1 bilhões.

Fonte: www.seudinheiro.com

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