Previ atinge rentabilidade de quase 40% em ações e supera R$ 300 bilhões em ativos
Renda variável se destaca como motor de crescimento, enquanto renda fixa garante estabilidade ao portfólio da fundação.
Ações de grandes empresas impulsionam resultado da Previ
A Previ, uma das maiores fundações de previdência privada do Brasil, registrou um desempenho notável em 2025, com a carteira de ações sendo o principal destaque. No Plano 1, que concentra a maior parte dos recursos, os investimentos em renda variável alcançaram uma rentabilidade de 39,6%. Esse resultado expressivo acompanhou a valorização geral do mercado de ações no período, consolidando o segmento como um dos principais motores do desempenho da entidade, apesar de representar 22% do portfólio do plano.
Entre as empresas que mais contribuíram para esse avanço, o diretor de investimentos da Previ, Claudio Gonçalves, citou a forte valorização de ações como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e o próprio Banco do Brasil (BBAS3). “Foi quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável”, destacou Gonçalves.
Complementando o cenário positivo, a renda fixa, que compõe 69,3% da carteira do Plano 1, entregou um retorno de 10,6%, fundamental para conferir estabilidade ao portfólio. A fundação também aproveitou o cenário de juros elevados para fortalecer suas posições em títulos públicos indexados à inflação, como as NTN-Bs, adquiridas com uma taxa média de IPCA + 7,36%.
Ajustes pontuais e rebalanceamento da carteira
Apesar do desempenho robusto, a gestão da Previ ressalta que não houve alterações drásticas na estratégia ao longo do ano. Segundo o diretor de investimentos, foram realizadas vendas oportunísticas de ativos, como parte de um processo natural de rebalanceamento da carteira. No total, os desinvestimentos abrangeram 12 empresas e somaram aproximadamente R$ 21 bilhões, incluindo participações em companhias como BRF (MBRF3) e Neoenergia (NEOE3).
Previ ultrapassa marca de R$ 300 bilhões em gestão
Com os resultados positivos de 2025, a Previ celebrou um marco histórico ao ultrapassar a marca de R$ 300 bilhões em ativos sob gestão, somando os dois principais planos da entidade. O Plano 1, destinado a participantes mais antigos, administra cerca de R$ 240 bilhões, enquanto o Previ Futuro, voltado para participantes mais jovens, reúne R$ 42,1 bilhões.
Outro indicador relevante divulgado foi o volume de benefícios pagos aos participantes, que atingiu um recorde de R$ 17 bilhões em 2025. A entidade conseguiu honrar seus compromissos sem a necessidade de desinvestir ativos, demonstrando a solidez de sua gestão financeira.
Fonte: www.seudinheiro.com
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