Santander Brasil (SANB11) define prazo para ROE acima de 20% com foco em eficiência e clientes de alta renda
Virada de Chave: Crescimento Seletivo e Rentabilidade no Santander Brasil
O Santander Brasil (SANB11) anunciou uma mudança estratégica em seu modelo de negócios. Deixando para trás a fase de crescimento acelerado de crédito, o banco agora prioriza uma abordagem mais seletiva e cirúrgica. O objetivo é reequilibrar o portfólio, realocar capital e focar em clientes com maior potencial de rentabilidade, como os segmentos de alta renda (Select), pequenas e médias empresas (PMEs) e grandes corporativos. O crédito massificado, embora ainda presente, perde o posto de motor principal para se tornar uma peça tática na operação.
O CEO global, Héctor Grisi, afirmou que o retorno a um Retorno sobre o Patrimônio (ROE) de 20% não virá de um trimestre excepcional, mas de uma transformação estrutural. A meta é avançar para esse patamar conforme o negócio se normaliza e, em seguida, continuar aprimorando os resultados.
Custo de Risco Sob Controle, Mas Margens em Foco
Um dos pilares dessa nova estratégia é o controle do custo de risco, projetado para se manter abaixo de 5% no consolidado brasileiro. No entanto, o banco pretende reingressar de forma seletiva em mercados de maior margem, como cartões de crédito e empréstimos pessoais para clientes de maior renda. Grisi ressaltou que a rentabilidade e o risco devem caminhar juntos, e que um conservadorismo excessivo pode significar deixar dinheiro na mesa, citando que um custo de risco inferior a 10% em cartões indicaria essa perda de oportunidade.
Tecnologia e Eficiência: O Papel do Brasil na Transformação Global
A busca por eficiência é o caminho para atingir a meta de rentabilidade, e o Brasil se destaca como peça fundamental nessa estratégia. O país é apontado como o “grande destaque” na implementação da plataforma global em nuvem do Santander, o Gravity. A migração, prevista para este ano, é vista como um catalisador de eficiência operacional, com a simplificação de produtos, automação de processos e redução da complexidade para diminuir o custo de servir. A visão é operar como uma plataforma única, onde a escala se traduz na capacidade de replicar soluções em diversos mercados.
Competição com Fintechs e OPA no Radar
A ambição global do Santander é competir diretamente com bancos digitais e fintechs. Ana Botín, presidente executiva do Santander, expressou o desejo de reduzir o índice de eficiência do grupo para menos de 34% até 2028, patamar similar ao de grandes players digitais. A transformação, chamada de “One Transformation”, visa padronizar processos e tecnologia globalmente. Paralelamente, a possibilidade de fechar o capital do Santander Brasil na B3 por meio de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações minoritárias voltou ao radar. A administração afirmou que avalia constantemente todas as alternativas, mas que o foco atual está no crescimento orgânico e na recompra de ações do próprio grupo.
Fonte: www.seudinheiro.com
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