SUS amplia vacinação contra HPV para meninos: quem deve se vacinar e como funciona

SUS amplia vacinação contra HPV para meninos: quem deve se vacinar e como funciona

A imunização contra o Papilomavírus Humano agora é oferecida a meninos e meninas entre 9 e 19 anos, além de grupos com condições especiais. Saiba tudo sobre a vacina.

O que é a vacina contra o HPV e para que serve?

A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é uma ferramenta crucial na prevenção de diversas doenças causadas por este vírus, incluindo verrugas genitais, lesões pré-cancerosas e cânceres de colo do útero, vulva, vagina e ânus. A vacina é administrada por injeção e o Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibiliza gratuitamente para um público específico.

Quem tem direito à vacina gratuita pelo SUS?

Atualmente, o SUS oferece a vacina contra o HPV, na sua versão quadrivalente (que protege contra os 4 tipos mais comuns do vírus no Brasil), para meninos e meninas na faixa etária de 9 a 19 anos. A vacina estimula a produção de anticorpos para combater o vírus, mas é importante ressaltar que ela não trata infecções já existentes.

Além disso, o SUS também disponibiliza a vacina para indivíduos de 9 a 45 anos em casos especiais, mediante apresentação de receita médica. Estes casos incluem pessoas com histórico de HIV/AIDS, transplantados de órgãos ou medula óssea, e pacientes em tratamento contra o câncer. Nestas situações, a vacina pode ajudar a prevenir a reinfecção ou proteger contra outros tipos do vírus.

Esquema de doses e eficácia da vacina

O esquema vacinal recomendado pelo SUS para a população de 9 a 14 anos é de uma dose única. Essa estratégia tem se mostrado eficaz na produção de resposta imunológica e visa aumentar a adesão à vacinação. Para aqueles que já receberam uma dose anterior, não há necessidade de uma segunda. No entanto, para quem está iniciando o esquema vacinal ou completando doses, o esquema pode variar, sendo fundamental seguir as orientações médicas.

A vacina quadrivalente do SUS, a Gardasil, pode ser aplicada em pessoas que já iniciaram a vida sexual, mas sua eficácia pode ser reduzida, pois já pode ter ocorrido contato prévio com o vírus. Mesmo assim, com indicação médica, pode oferecer proteção contra outros tipos de HPV.

Vacinação particular e efeitos colaterais

Para pessoas fora das faixas etárias contempladas pelo SUS ou que buscam outras opções de vacinas, como a bivalente (Cervarix) ou a nonavalente (Gardasil 9), a vacinação pode ser realizada em clínicas particulares. Os esquemas de doses e indicações variam conforme a idade e o tipo de vacina, sendo essencial a orientação de um profissional de saúde.

Os efeitos colaterais mais comuns da vacina contra o HPV são reações locais como dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, que geralmente são leves e passageiros. Sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas e febre também podem ocorrer e podem ser controlados com medicamentos. Embora raros, outros efeitos foram relatados, mas estudos não confirmam relação direta com a vacina.

Prevenção e cuidados adicionais

É fundamental lembrar que a vacinação é uma medida preventiva e não trata infecções ativas pelo HPV ou câncer. O uso de preservativo em todas as relações sexuais continua sendo essencial para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo o HPV. Consultas ginecológicas regulares e exames como o Papanicolau são igualmente importantes para a saúde da mulher.

A vacina contra o HPV é considerada segura e eficaz, com baixos índices de efeitos colaterais graves. A ampliação do acesso para meninos pelo SUS é um avanço significativo na proteção da saúde pública contra este vírus.

Fonte: www.tuasaude.com

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