Suzano (SUZB3) em Queda Livre: Por que o Banco de Investimentos Cortou R$ 25 do Preço-Alvo e Seus Investimentos Estão em Risco?

Ações da Suzano em Leilão e Queda Brusca

A terça-feira (7) foi marcada por forte volatilidade para os acionistas da Suzano (SUZB3). Em um pregão com expressiva pressão vendedora, as ações da gigante de papel e celulose chegaram a entrar em leilão após atingirem o limite de oscilação permitido pela bolsa, encerrando o dia com uma queda de 6,39%, cotadas a R$ 46,43. No acumulado do ano, a perda já soma 9,8%.

Bank of America Muda Sua Visão e Corta Preço-Alvo

O principal gatilho para o movimento de queda foi a revisão da recomendação do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a ação da Suzano de ‘compra’ para ‘neutro’, indicando uma perspectiva menos otimista para a companhia no curto e médio prazo. Além disso, os analistas do BofA cortaram drasticamente o preço-alvo para o fim de 2026, de R$ 82 para R$ 57, uma redução de R$ 25, embora o novo valor ainda represente um potencial de valorização de 22,7% sobre o fechamento anterior.

Cenário Global de Celulose Sob Pressão

A cautela do BofA se justifica por uma visão mais pessimista sobre o mercado global de celulose. Segundo os analistas, o setor enfrenta um excesso estrutural de oferta, o que deve manter os preços da commodity pressionados por mais tempo. A premissa de preço de longo prazo para a fibra curta foi revisada de US$ 600 para US$ 500 por tonelada. A China, cada vez mais consolidada como produtora, reduz sua dependência de importações, e uma nova onda de capacidade de baixo custo vinda da América Latina deve intensificar a deterioração do equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos anos.

Sinais de Fim de Ciclo Positivo

O BofA também aponta sinais de que o ciclo positivo atual para o setor de celulose está próximo do fim. Entre os indicadores estão: estoques de celulose acima da média em portos chineses, baixa rentabilidade de fabricantes de papel, preços de revenda e futuros negociando abaixo dos benchmarks, a retomada da capacidade de produção da Chenming e possíveis flexibilizações em restrições florestais na Indonésia. Esses fatores, em conjunto, sugerem uma dinâmica de preços mais fraca no curto prazo, o que pode impactar o ritmo de crescimento dos resultados da Suzano.

Fonte: www.seudinheiro.com

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − 3 =