Traje da Seleção Brasileira: O luxo de Ricardo Almeida entre o casual e a alta alfaiataria

Da passarela para o campo: o estilo da Seleção

Os uniformes da Seleção Brasileira de futebol, tanto para os jogadores quanto para a comissão técnica, carregam a assinatura de Ricardo Almeida, um dos nomes mais renomados da alfaiataria nacional. A proposta para os atletas foge do tradicional, apresentando uma interpretação contemporânea da moda esportiva. A linha RA2, criada em colaboração com os filhos do estilista e o stylist Gabriel Pascolato, foi a responsável por desenvolver peças que mesclam o conforto necessário para a rotina de viagens com a sofisticação da marca.

O caban: a peça-chave da nova coleção

O destaque do visual dos jogadores é o caban, uma peça de inspiração naval que surge como uma alternativa moderna ao blazer. Sem estruturas rígidas ou ombreiras, o modelo é confeccionado em lã fria, priorizando o conforto e a mobilidade. Abaixo do caban, os atletas vestem calças de modelagem ampla e camisetas de fio pima, conhecido pela maciez. O conjunto, em um tom petróleo suave e com o brasão da CBF, reflete a intenção de Ricardo Almeida em “traduzir uma linguagem contemporânea, conectada ao perfil dos jogadores, que acompanham tendências, consomem moda e utilizam o vestir como forma de expressão pessoal”.

Quanto custa vestir a Seleção?

Embora os trajes da delegação sejam feitos sob medida, é possível ter uma ideia do investimento ao analisar peças similares disponíveis nas lojas da Ricardo Almeida. As camisetas de fio pima têm um custo aproximado de R$ 700. O caban, peça que mais chamou atenção, em lã fria como o utilizado pela Seleção, pode ultrapassar os R$ 4 mil, com modelos específicos chegando a R$ 4.069. Para a comissão técnica, a inspiração na alfaiataria tradicional se traduz em blazers que partem de R$ 5.479 e podem exceder os R$ 12 mil. As calças sociais começam em R$ 1.849. Nos pés, os mocassins de camurça, semelhantes ao modelo Liso Camurça, custam R$ 1.699. Assim, um visual completo, com peças próximas às usadas pela delegação, facilmente ultrapassa a marca dos R$ 10 mil.

Fonte: www.seudinheiro.com

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