Gilson Finkelsztain deixa a B3 para assumir a presidência do Santander Brasil
Retorno ao Santander e Desafios Futuros
Gilson Finkelsztain, que lidera a B3, a operadora da bolsa de valores brasileira, desde 2017, está de saída para assumir um novo desafio: a presidência do Santander Brasil. A notícia marca um retorno de Finkelsztain ao setor bancário, onde já atuou na mesa de juros do próprio Santander entre 2011 e 2013. O executivo, com passagens por instituições financeiras de renome como JPMorgan e Citigroup, havia sido anunciado para o conselho do Santander no ano passado, mas optou por permanecer na B3. Agora, ele assume a responsabilidade de dar continuidade ao plano de recuperação de rentabilidade do banco, com projeções para os próximos dois a três anos.
Despedida da B3 e Busca por Sucessor
A B3 confirmou oficialmente, por meio de um fato relevante, que Finkelsztain deixará o cargo ao final do primeiro semestre deste ano. A saída do executivo abre um processo de sucessão na liderança da bolsa brasileira. Embora o nome do novo presidente da B3 ainda não tenha sido divulgado, fontes de mercado apontam três nomes como cotados para assumir a posição. Entre os candidatos, o nome de Márcio de M. Aragão (Marsagão) surge como favorito, segundo relatos, devido à sua trajetória sob a liderança de Finkelsztain e à confiança depositada pelo Conselho de Administração. A XP, por sua vez, nega qualquer envolvimento na especulação sobre a possível ida de Bernardo Berenger para o cargo.
Um Período de Mudanças no Mercado Financeiro
A movimentação de Finkelsztain ocorre em um momento de efervescência no mercado financeiro brasileiro. Paralelamente, outras notícias de destaque incluem a Eneva flertando com valor de mercado inédito após um leilão histórico, o UBS elevando a recomendação do Nubank com potencial de valorização, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) já tendo devolvido R$ 38,9 bilhões, embora parte dos investidores ainda não tenha resgatado seus valores. A Tim anunciou o pagamento de R$ 390 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), enquanto a CSN negocia um empréstimo com a venda de sua divisão de cimentos como garantia. O PicPay apresentou um lucro 136% maior no quarto trimestre, e o mercado imobiliário vê um FII fechando contrato com o Mercado Livre para um galpão logístico.
Outras Notícias Relevantes do Setor
A crise no Banco Master continua gerando repercussões, com o FGC tendo quase R$ 800 milhões ainda a serem resgatados e o Banestes precisando desembolsar R$ 120 milhões. A Hapvida enfrenta pressão nas ações devido a expectativas pessimistas para o balanço do 4T25. Em um movimento de consolidação, a 3corações adquiriu as marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões. A Cury, após três décadas, prepara uma troca no comando com um modelo de co-CEOs. A Raízen e o Pão de Açúcar foram cortados do Ibovespa devido a recuperações extrajudiciais. A Oncoclínicas busca um resgate com a Porto, mas perde seu CFO. A CSN tem sua situação de endividamento sob escrutínio. O C6 Bank enfrenta problemas com consignados do INSS, e a Natura reverteu prejuízo, lucrando R$ 186 milhões no 4T25, mas demitiu 1.400 funcionários. A Petrobras cancelou a compra de ativos da Brava Energia, mas adquiriu participação em campos da Petronas. A Itaúsa pagará R$ 1,3 bilhão em dividendos e JCP. Por fim, o Nubank recebeu aprovação unânime para integrar a Febraban.
Fonte: www.seudinheiro.com
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