Cenário Global Instável Mexe com Inflação e Juros no Brasil: Veja Previsão do Inter para a Selic

Inflação em Alta e Incertezas Globais Impactam Economia Brasileira

A recente disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, somada a um aumento generalizado das incertezas globais, forçou o Inter a reavaliar suas projeções para a economia brasileira. A expectativa é de que o caminho para a redução da taxa básica de juros, a Selic, seja mais gradual do que o previsto anteriormente.

Revisão das Projeções de Inflação e Impacto no IPCA

O banco elevou sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, de 3,8% para 4,3%. Essa revisão é reflexo direto do impacto da valorização do petróleo, que registrou uma alta de aproximadamente 50% desde o início do conflito no Oriente Médio. Segundo o relatório do Inter, a pressão inflacionária não se restringe aos combustíveis, com expectativas de que se propague para os preços de alimentos e bens industriais.

Selic Mais Alta em 2026 e Ritmo Cauteloso de Cortes

Diante desse cenário, o Inter também ajustou suas projeções para a taxa Selic. A nova estimativa aponta para uma taxa de 12,5% ao final de 2026, superior à projeção anterior de 12,0%. O banco acredita que o Banco Central adotará uma postura mais cautelosa nos cortes, iniciando com uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião. “Não vemos mudanças significativas no cenário nas próximas semanas para justificar uma aceleração do corte”, destacou a instituição em seu relatório.

Desafios Domésticos: Contas Públicas e Equilíbrio Delicado

Além das pressões externas, o cenário doméstico adiciona novas camadas de complexidade. A deterioração das contas públicas é um ponto de atenção, com o governo revisando o déficit primário para R$ 60 bilhões, impulsionado por um aumento de gastos acima da inflação. Essa situação mantém o prêmio de risco elevado e pressiona a trajetória da dívida pública. O Banco Central se encontra, assim, em um delicado equilíbrio: enquanto a desaceleração econômica poderia justificar cortes mais expressivos na Selic, a inflação em alta e os riscos fiscais demandam cautela, especialmente considerando os potenciais efeitos secundários da alta dos combustíveis. O resultado é um ciclo de queda de juros que tende a perder força.

Fonte: www.seudinheiro.com

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