Cézanne, Matisse e Renoir: O que se sabe sobre o roubo milionário de obras de arte na Itália e outros ataques recentes

O ataque na Itália: um roubo de arte avaliado em milhões

Um ataque rápido e preciso à Fundação Magnani Rocca, localizada perto de Parma, na Itália, resultou no roubo de três obras de arte de valor inestimável. Os assaltantes levaram em menos de três minutos pinturas de mestres como Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse. As peças roubadas foram: “Os peixes” (Les poissons), de Renoir, avaliada em 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 36 milhões); “Natureza morta com cerejas” (Natura morta con ciliegie), de Cézanne, e “Odalisca em um terraço” (Odalisque sur la terrasse), de Matisse. Somadas, as obras representam um valor de mercado de cerca de 9 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 54 milhões.

Um padrão de assaltos rápidos e cirúrgicos

O roubo na Itália não é um caso isolado. Ele se insere em uma crescente preocupação com a segurança de acervos artísticos, evidenciada por outros assaltos de grande repercussão em diferentes partes do mundo. Em outubro de 2025, o Museu do Louvre, em Paris, foi alvo de um roubo audacioso em plena luz do dia. Oito joias históricas, ligadas à realeza francesa, foram subtraídas em menos de dez minutos. Os criminosos utilizaram um guindaste para acessar a fachada, quebraram uma janela e arrombaram vitrines antes de fugir em motos.

O caso da Biblioteca Mário de Andrade: um alvo específico

Em dezembro do ano passado, a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, também sofreu um assalto. Dois homens armados invadiram o local e roubaram 13 obras, focando em gravuras de Henri Matisse, da série “Jazz”, e de Candido Portinari, da série “Menino de Engenho”. Assim como nos outros casos, a ação foi descrita como cirúrgica, com os ladrões concentrando-se em um setor específico e saindo rapidamente pela porta da frente. A semelhança entre os roubos reside na rapidez da execução e na precisão em mirar obras de alto valor.

Por que tantos roubos de arte em um curto período?

Especialistas apontam que a concentração de roubos de arte de alto valor em um curto espaço de tempo pode ser explicada por uma combinação de fatores. A existência de redes de receptação e crime organizado que conseguem escoar bens culturais é um deles, utilizando essas obras como moeda em transações clandestinas. Além disso, a vulnerabilidade operacional é um ponto chave, com ladrões estudando minuciosamente os sistemas de segurança para planejar ações rápidas e eficazes. A hipótese de “encomenda” também é considerada, indicando um interesse específico por determinadas obras, o que leva os criminosos a mapear o ambiente e avaliar as chances de sucesso antes de agir.

Fonte: www.seudinheiro.com

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × cinco =