Bradesco (BBDC4): Lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 Sólido, Mas O Mercado Pergunta: Dá Para Acelerar a Recuperação e Superar os Rivais?

Lucro Líquido Cresce e Supera Expectativas

O Bradesco (BBDC4) iniciou a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) com um lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões, um avanço de 16,1% sobre o mesmo período do ano anterior e 4,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Este marco representa o nono trimestre consecutivo de melhoria gradual nos resultados, fortalecendo a percepção de que o pior já passou. O resultado superou as projeções do mercado, que esperavam um lucro médio de R$ 6,652 bilhões, gerando uma reação positiva inicial dos investidores com as ADRs do banco em alta no after market.

Rentabilidade em Ascensão, Mas Ainda Abaixo dos Concorrentes

Apesar do lucro robusto, o foco do mercado se volta para a rentabilidade do Bradesco. No 1T26, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 15,8%, superando a expectativa de 15,4%. No entanto, o banco ainda opera abaixo dos níveis de seus principais concorrentes privados. O Santander Brasil (SANB11) registrou um ROE de 16%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) alcançou 24,8%. Essa diferença sublinha a cautela do mercado, que reconhece a melhora, mas aguarda a plena recuperação da capacidade histórica de geração de retorno do Bradesco. O CEO Marcelo Noronha reconhece que a transformação está em curso e 2026 é um ano crucial para consolidá-la.

Carteira de Crédito Seletiva e Inadimplência Sob Controle

A reconstrução da carteira de crédito do Bradesco é um pilar da sua recuperação. Após enfrentar um aumento na inadimplência, o banco adotou uma postura mais seletiva na concessão, priorizando operações com garantias, clientes de maior renda e linhas de menor risco. Essa estratégia protege a qualidade dos ativos em um ambiente macroeconômico delicado, embora limite um crescimento mais acelerado da carteira. A carteira de crédito expandida cresceu 8,4% anualmente, mas ficou praticamente estável na comparação trimestral. As operações com garantia representam agora 60,8% da carteira. O índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu relativamente estável em 4,2%. As despesas com provisões para perdas no crédito (PDD) apresentaram um salto de 26,5% anualmente, totalizando R$ 9,66 bilhões, refletindo o reforço do balanço para casos específicos e a cobertura de créditos problemáticos.

Receitas Crescem e Despesas Sob Gestão Estratégica

As receitas do Bradesco mostraram um avanço consistente. A margem financeira, que mede a rentabilidade das operações de crédito, somou R$ 20,05 bilhões, um aumento de 16,4% na comparação anual. A margem com clientes avançou 16,3%, impulsionada pelo volume e spreads mais elevados. A margem financeira com o mercado também se recuperou expressivamente. As receitas com tarifas e prestação de serviços cresceram 6,2% anualmente, mas caíram 6,4% no trimestre. As despesas operacionais totalizaram R$ 16,17 bilhões, um aumento de 7,8% anualmente, mas com queda de 4,6% trimestralmente. O banco afirma que os custos estão controlados, mesmo com investimentos em transformação digital, buscando eficiência e preservando investimentos para o crescimento. A nova holding BradSaúde (SAUD3) estreou com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, prometendo destravar valor e sinergias com a integração dos negócios de saúde do grupo.

Fonte: www.seudinheiro.com

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