Tensões no Oriente Médio elevam o dólar, mas moeda fecha semana em baixa
A sexta-feira (20) foi marcada por uma forte alta do dólar, impulsionada pelas crescentes tensões no Oriente Médio. Relatos de novos ataques entre EUA e Irã, com o Irã atingindo uma refinaria no Kuwait e explosões registradas em Dubai, aumentaram a aversão ao risco no mercado global. A preocupação com uma escalada do conflito e o risco de novos choques nos preços de energia, com o petróleo Brent superando os US$ 110 por barril, levaram o dólar a se valorizar frente ao real.
Trump e a possibilidade de incursão terrestre no Irã
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre estar “no processo de resolver a situação no Irã”, sem mencionar um cessar-fogo, e a informação da CBS News sobre preparativos do Pentágono para uma possível mobilização de forças terrestres no país, intensificaram o nervosismo. “O mercado voltou a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacando o risco de um impacto adicional nos preços de energia.
Fatores internos e fluxo de capital seguram o dólar
Apesar da volatilidade da sexta-feira, o dólar encerrou a semana em queda, cotado a R$ 5,3092. A capacidade do real de se recuperar se deve a uma combinação de fatores internos e externos. O fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, impulsionado por expectativas positivas em relação a alguns setores da economia e a atratividade de ativos brasileiros, tem atuado como um suporte para a moeda local. Além disso, a perspectiva de controle da inflação e a manutenção de juros mais altos por mais tempo no Brasil também contribuem para a atratividade do real.
Perspectivas para o câmbio
O cenário para o dólar continua dependente da evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e das decisões de política monetária dos principais bancos centrais. No entanto, a resiliência do real diante de eventos de aversão ao risco sugere que o mercado brasileiro pode ter encontrado um certo equilíbrio. Investidores seguem atentos a indicadores econômicos e a movimentos de fluxo de capital para antecipar os próximos passos da moeda americana.
Fonte: www.seudinheiro.com
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