Eleições 2022: Gestores do Bradesco e Especialistas Ignoram ‘Ruído’ Eleitoral e Detalham Estratégias de Investimento para Cenário Incerto

Gestores Financeiros Mantêm Cautela Diante da Volatilidade Eleitoral

A seis meses das eleições presidenciais, o mercado financeiro adota uma postura de observação, classificando as movimentações políticas atuais como “ruído” e não como sinais estruturais para a tomada de decisões de investimento. Especialistas reunidos no 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI reforçaram a necessidade de distinguir entre oscilações diárias de preços e tendências de longo prazo. Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management, destacou que a incerteza sobre o desfecho da disputa eleitoral impede a negociação baseada nessas flutuações.

Oposição Ganha Força, Mas Apostas Definitivas São Precoces

Apesar da fragmentação do cenário político, a percepção é de um fortalecimento da oposição, dissipando o temor inicial de uma vitória governista consolidada. Essa mudança, embora positiva para os agentes financeiros, ainda não é suficiente para cravar apostas definitivas. André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital, ressalta que a disputa será acirrada e sem um cenário óbvio, demandando cautela e reforçando a ideia de que “não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20”. A taxa de rejeição dos candidatos surge como um indicador mais relevante do que a intenção de voto direta neste momento.

Novas Estratégias de Investimento em Tempos de Incerteza

Diferentemente de pleitos anteriores, onde ações de estatais como Petrobras e Banco do Brasil eram consideradas “trades” óbvios, neste ano, essas empresas não apresentam descontos significativos que justifiquem posições baseadas no resultado eleitoral. Diante desse novo cenário, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Gestores optam por opções para realizar apostas direcionais com risco controlado, limitando a perda ao custo da operação, em vez de comprar ações diretamente.
  • Empresas com Caixa Líquido: A preferência recai sobre companhias com gestão sólida e balanços robustos, especialmente aquelas com mais dinheiro em caixa do que dívidas.
  • Proteção contra Inflação e Cenários Globais: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganha força como forma de proteção contra um possível agravamento do cenário macroeconômico global, impulsionado pelos custos de energia.

A expectativa é que o “ritual eleitoral”, com debates e pesquisas de maior peso, ganhe força a partir de agosto ou setembro, momento em que os gestores deverão rever suas estratégias de forma mais decisiva.

Fonte: www.seudinheiro.com

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