Verde Asset Muda Estratégia em Março
Em um cenário global de incertezas, a Verde Asset Management, liderada por Luis Stuhlberger, promoveu ajustes em sua carteira no início de março. A gestora aumentou sua aposta na bolsa brasileira e, simultaneamente, reduziu a exposição à renda fixa local. Essa recalibração reflete uma perspectiva mais otimista em relação aos ativos de risco no Brasil, que, segundo a carta mensal da gestora, “performou excepcionalmente bem” no período.
Brasil Beneficiado pelo Petróleo, Renda Fixa Local em Xeque
A entrada de capital estrangeiro tem sido um fator crucial para o bom desempenho do mercado acionário e do câmbio no Brasil. A gestora destaca que o país tem se beneficiado do patamar elevado do petróleo, o que melhora tanto o quadro fiscal quanto o balanço de pagamentos, um contraste favorável em relação a outros emergentes importadores de energia. No entanto, a Verde zerou sua posição em juro real no Brasil, indicando menor confiança na queda das taxas reais no curto prazo. Essa decisão sinaliza que a gestora não espera mais quedas significativas nos juros reais, diante de um cenário desafiador para a inflação e pressões fiscais, e vê oportunidade para realizar lucros recentes.
Exposição Internacional Mantida e Ampliada
Enquanto reduz a exposição local em renda fixa, a Verde Asset mantém posições relevantes no exterior. Nos Estados Unidos, a gestora segue aplicada em juros reais e comprada na inflação implícita, reforçando a visão de um ambiente global com pressões inflacionárias. A alocação em moedas também foi mantida, com posições no renminbi chinês e em uma cesta de divisas contra o dólar, além de opções de compra no real, indicando uma visão construtiva para moedas emergentes. Em commodities, a Verde adicionou exposição à prata, somando-se à posição em ouro.
Geopolítica e o Fantasma da Estagflação
O conflito no Oriente Médio é um dos principais vetores para as mudanças. A Verde Asset acredita que o impacto do conflito com o Irã ainda não foi totalmente precificado nos mercados de energia. “Mesmo que a guerra termine amanhã, devemos conviver com preços mais altos de energia por bastante tempo”, alertou a gestora. A avaliação é de que os impactos secundários dessa dinâmica ainda não foram considerados, configurando um cenário global mais “estagflacionário”. Em março, o fundo teve alta de 0,05%, abaixo do CDI, mas acumula 4,57% no ano, superando o indicador.
Fonte: www.seudinheiro.com
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