Alta do petróleo e insumos impacta a indústria nacional
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio, com o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, já reflete diretamente na economia brasileira. A pesquisa Sondagem Industrial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta a disparada do preço médio das matérias-primas como um dos principais vilões para o setor industrial. O petróleo Brent, referência internacional, acumula alta de 72,97% desde o início do ano, atingindo US$ 105,31 por barril, enquanto o WTI subiu 64,47%, chegando a US$ 94,39.
Esse avanço nas commodities elevou o índice de evolução de preço médio das matérias-primas em 10,8 pontos no primeiro trimestre de 2026, alcançando 66,1 pontos. Este patamar não era visto desde o segundo trimestre de 2022, período de recuperação pós-pandemia.
Matéria-prima se torna o segundo maior problema para a indústria
O alto custo, e em alguns casos a escassez, de matérias-primas emergiu como uma preocupação crítica para empresas de todos os portes. O percentual de companhias que apontam essa questão como um dos principais problemas saltou de 17,3% no quarto trimestre de 2025 para 30,8% no primeiro trimestre de 2026. Com isso, as matérias-primas ascenderam para a segunda posição no ranking de preocupações, superando as altas taxas de juros.
A carga tributária, no entanto, permanece como o principal entrave, citada por 34,8% dos empresários. Apesar de ainda liderar o ranking, houve uma queda de 6,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, destaca que esses fatores “estão afetando o fôlego financeiro das empresas”.
Resultados financeiros e acesso ao crédito sob pressão
O cenário de custos elevados e incertezas macroeconômicas impacta diretamente os resultados das companhias, especialmente as de pequeno porte. O índice de satisfação com a situação financeira da indústria caiu para 47,2 pontos no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 50,1 pontos do trimestre anterior. Para as pequenas empresas, o índice foi ainda menor, atingindo 42,6 pontos.
A percepção sobre o lucro operacional também se deteriorou, registrando 41,9 pontos, o menor valor desde o início da pandemia. Além disso, o acesso ao crédito tornou-se mais difícil. Apesar do início do ciclo de queda da Selic, os juros permanecem em patamares elevados (14,75% ao ano), levando o índice de acesso ao crédito a cair para 39 pontos, demonstrando uma dificuldade mais intensa e disseminada entre os empresários industriais.
Pequeno sinal de otimismo na produção
Apesar do pessimismo geral, houve um aumento na produção industrial em março, com o índice subindo de 45,4 pontos em fevereiro para 53,7 pontos. Esse resultado positivo, que coincide com o período de transição para alta na produção, alinhou-se ao crescimento da Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que avançou de 66% para 69%.
Fonte: www.seudinheiro.com
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