Lucro da Mater Dei (MATD3) dispara quase 80% no 1T26, superando trimestre fraco; CEO aposta em virada das ações

Mater Dei Sólida no Início de 2026

A Rede Mater Dei (MATD3) iniciou o ano de 2026 demonstrando resiliência e capacidade de crescimento, mesmo em um período tradicionalmente mais lento para o setor de saúde. O lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 36,3 milhões no primeiro trimestre (1T26), um expressivo aumento de 79,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. José Henrique Salvador, CEO da Mater Dei, destacou a consistência da empresa em expandir receita e margem, atribuindo o sucesso à expansão orgânica e ao foco em procedimentos de alta complexidade nas unidades existentes.

Receita Recorde e Ebitda Robusto

Os resultados financeiros da Mater Dei no 1T26 foram impulsionados por uma receita líquida recorde de R$ 575 milhões, representando um crescimento de 15,1% ano a ano. O Ebitda ajustado, métrica crucial para a geração de caixa operacional, somou R$ 130 milhões, com alta de 34,6% na comparação anual. A margem Ebitda atingiu 22,6%, estável em relação ao trimestre anterior, mas com uma melhora significativa de 3,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A estrutura de capital da empresa permanece sólida, com dívida líquida estável em R$ 800 milhões e prazos de pagamento favoráveis.

Eficiência Supera Sazonalidade

O primeiro trimestre do ano, marcado por feriados como o Carnaval e férias escolares, costuma apresentar desafios para o setor hospitalar, impactando procedimentos eletivos. Contudo, a Mater Dei conseguiu navegar por essa sazonalidade com sucesso. A taxa de ocupação atingiu um novo recorde de 84,3%, um avanço de 4,6 pontos percentuais em relação ao 1T25. A empresa atribui essa performance à eficiência operacional, que permitiu o crescimento da receita e o controle dos custos de pessoal. Indicadores de produtividade também mostraram melhora, com aumento de 6,1% no volume de pacientes por dia e um ticket médio por leito utilizado que alcançou a máxima histórica de R$ 2,86 milhões.

Otimismo com o Futuro das Ações

Fundada em 1980 e com forte presença em Minas Gerais, além de atuação na Bahia e Goiás, a Mater Dei abriu capital na B3 em 2021. Desde então, as ações da companhia enfrentaram um período de desvalorização, acumulando cerca de 67% de queda desde a estreia. No entanto, em 2026, os papéis vêm ensaiando uma recuperação, com alta de aproximadamente 8%. O CEO José Henrique Salvador expressou confiança na reprecificação das ações, argumentando que os valores atuais não refletem os fundamentos sólidos da empresa e que os resultados positivos apresentados tendem a validar essa percepção no mercado.

Fonte: www.seudinheiro.com

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